sexta-feira, 11 de março de 2011

Integridade Emocional


Integridade Emocional decorre num estado de abertura e confiança total. Coração aberto, em contacto com o seu Eu, a sua Alma, a sua Essência.

Integridade significa: Qualidade do que é inteiro, completo,  um ser integro. Fomos criados em sua totalidade, indivisíveis e não em partes independentes.
Ser justo e perfeito, puro de alma e de espírito.

Você consegue me entender quando falo sobre ser inteiro para consigo mesmo? Não é simplemente  ser uma pessoa com contuda reta, educada, honesta, isso também faz parte. Ser integro para consigo é estar sempre inteiro é não torna-se incoerente  entre o discurso e a pratica. Deixar de ser inteiro  é quando seu ato contradiz seu belo discurso. Assim perde-se espaço dentro de si.

De acordo com o Dr. Nathaniel Branden: “[...] quando nos comportamos de forma conflitante com o que julgamos apropriado, perdemos o respeito por nós mesmos”. Na experiência do Dr. Nathaniel Branden, ao aplicar dinâmica onde solicitava aos participantes que completasse a frase: “Eu seria mais íntegro se...” então algumas respostas surgiram tais como: ...eu cumprisse minhas promessas; ...eu admitisse minhas falhas, erros ou inabilidades qualquer ao invés de mascará-las descaradamente. Assim, ser íntegro é não rir de piadas das quais realmente não se acha graça nenhuma; é admitir as qualidades e virtudes de um concorrente; é dizer não quando se tem vontade; é não super faturar o recibo do reembolso; é reconhecer a responsabilidade que tem sobre as pessoas; é não desviar objetos do escritório para uso particular.

Com Integridade Emocional busca-se a verdade interna, o resgate do verdadeiro Eu, honra-se a nossa Verdade. Em Integridade Emocional, aceito-me como sou, com os meus medos, as dúvidas, as questões, as angústias… sempre procurando a resolução do que nos distancia da inteireza emocional . E Integridade Emocional é isso mesmo - sentir inteiro a cada momento da Vida!
A minha existência só pode ser provada através da experiência vivida.

Integridade emocional trabalha com a história que contamos no momento em que a vivemos, dirigindo-se ao caráter e aos padrões de reação condicionada. Tomar consciência destes padrões é importante para desmascarar a ilusão da história que contamos sobre a realidade. Descobrir quais são as crenças básicas no nosso centro emocional, para começá-las a ver como crenças e não como a realidade presente. O aqui- agora.

Não somos nós que organizamos a nossa existência, mas num momento de total rendição, a consciência de existirmos organiza e preenche-nos, dando assim sentido á nossa humanidade.

“A percepção subjetiva da experiência atual (deste momento) forma a experiência objetiva de existirmos. Em vez de eu penso, logo existo, (que é muito mais subjetivo), a Integridade emocional propõe: ‘eu sinto, logo existo”. 
Paulo Guimarães

Não relacione a integridade emocional com egoísmo, estou sempre voltado para mim, eu sou o centro, eu em primeiro lugar. Não, não é essa a vivência. Vem viver em Integridade Emocional, experimentar o teu verdadeiro Ser num retiro imperdível onde tudo é possível. Ser pessoa integra consiste em “dispor de si e dispor-se aos outros”.

Vem vivenciar um treino para a vida! Por que tendemos a dificultar o modo de vida? “Boicotamo-nos”, nos roubamos de nós mesmos, nos seqüestramos. Contudo há pessoas que nos roubam... Há pessoas que nos devolvem. Esta é a oportunidade de nos devolvermos a nós mesmos e abrir o cativeiro para o seqüestrado. Deseje abrir as portas, romper cativeiros, acender as luzes, propor liberdade.

Aprenda a relacionar e viver em serenidade com o mundo e em serenidade com o seu interior. Acabe com a ilusão. Aprenda a amar o mundo( eu e o outro) como é. Em toda a sua perfeita imperfeição.
                                                                                    
Correntes do Sexto Pilar
 Prof. Paulo Guimarães
 Suellen Lopes

quarta-feira, 9 de março de 2011

Encanto de ser pessoa

A palavra pessoa é muito comum entre nós. Apesar de a repetirmos o tempo todo, nem sempre a aplicamos com a devida consciência de seu significado. Geralmente a compreendemos somente como referência primeira ao ser humano, mas creio que valha a pena mergulhar um pouco no significado profundos para os quais a palavra pode nos apontar.
A palavra “pessoa”, do latim persona e do grego prósopon, foi amplamente sustentada na cultura como referente aos “disfarces teatrais”, e por isso ficou muito associada á personalidade representada pelo ator. Os gregos, grandes inventores do teatro, e certamente os maiores fundadores da cultura ocidental, legaram-nos essa palavra e essa derivação: pessoa é a máscara que o ator sustenta o rosto. O contexto cristão ultrapassou essa concepção e plenificou a palavra para um sentido mais profundo.
Segundo a antropologia Teológica cristã, o conceito de pessoa consiste em “dispor de si” e depois  “estar disponível”.  Dispor de si mesmo que “ser de si, ter posse do que é”. Este primeiro pilar refere-se diretamente a tudo aquilo que diz respeito à subjetividade. O eu primeiro, o irrenunciável que nos caracteriza em nossa singularidade.
É interessante perceber que a singularidade é um tesouro que não se esgota. Constantemente, vivemos a aventura de desvendar nossos territórios. É  como se todos os dias fizéssemos uma caminhada pelo espaço onde está localizada nossa casa, e sempre descobríssemos lugares nunca antes percebidos. Uma vez descoberto, o território passa a incorporar o que somos. Olhamos e dizemos: isso é meu! Descobrir não é o mesmo que inventar. Nós já estamos em nós; o único esforço é descobrir o que somos.
Isso traz ao conceito de pessoa uma dinâmica que nos possibilita dizer que, enquanto estivemos vivos, estaremos constantemente aumentando nossa propriedade. Estaremos nós aventurando no duro processo do autoconhecimento, desbravando fronteiras, retirando as travas das porteiras que nos impedem de ir além do que já pudemos avançar em nós mesmos.
Cada pessoa é uma propriedade já entregue, isto é, dada a si mesma, mas ainda precisa ser conquistada. É  como se pudéssemos reconhecer: Eu já sou meu, mas preciso me conquistar, porque embora  eu tenha a escritura nas mãos, ainda não conheci a propriedade que a escritura me e assegura possuir.
A disposição de si é dom. Deus entrega a nós mesmos o tempo todo. É presente que o poder de nos encantar pela vida inteira. Presente imenso que tem o poder de nos encantar pela vida inteira. Presente imenso que requer calma no desembrulho. Vamos aos poucos, tomando posse, retirando lacres, descobrindo detalhes. Torna-se pessoa á aventura constante de busca, e o resultado desta busca é à disposição de si.
Livro :Quem me roubou de mim?  

segunda-feira, 7 de março de 2011

Ao blogueiro

Este blog tem por função permitir ao leitor/blogueiro um encanto  pelo ser humano – criatura de corpo, alma e espírito como uma composição de uma poesia do Criador “O Poeta”. Mesmo que este corpo seja vulnerável a doenças, que esta alma se contorça em angustias, e este espírito ande abalado... O seu autor como Criador tem o poder de aperfeiçoar e mudar  rimas discordantes em concordâncias de amor, cuidado, cura, restauração... Finalizando o poema com um novo começo!! 

Quanto à realidade da alma e da realidade do espírito “... que todo o vosso ser, espírito, alma e corpo, seja conservado irrepreensível para o Encontro com o nosso Senhor Jesus Cristo”. Este encontro é o amor. Encontro de partes que irão um dia se completar, completar o que um dia ampliou um ser... Um ser espírito e alma.

Eu me recebo de Deus e a Ele me devolvo. Movimento que  não termina, porque terminar é o mesmo que deixar de ser. Eu sou o que sou na medida em que me permito ser. Ser o que sou através d’Ele pelos seus laços de amor e cuidado.
Suellen Lopes
Estudante de Psicologia